Elder Prior

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ESTAÇÕES

Mudaram as estações, e a humanidade não consegue sintonizar.
As rádios que tocavam musicas falando de índios,
Hoje abrem sintonia para a verborragia religiosa.

O trem passa pelas estações carregando pessoas inertes,

Que se congelam entre uma estação e outra.
Parados, imobilizados pela obrigação da rotina.

Uma pedra no sapato, ou uma pedra que derrubou o gigante,

É a mesma pedra que foi colocada em cima do assunto.
Mas ainda falam de ecologia,
E ainda falam de desmatamento, falam de poluição.
Sonora? Visual? Dos rios, ares e mares?

As estações passam e a humanidade envelhece,

Se esquece das coisas que já passaram,
Por onde o trem já passou.
Pela Lua que o homem pisou, a quantidade de gente que matou.

Por amor, por Deus, pelo País. Qual será a nova sintonia?

O radio não toca música, mas gera suas vítimas.
Estamos livres das gerações atômicas?
Seremos escravos da idiotice?
De palavras jogadas ao vento?

A arte perdeu seu lugar para o que se diz cultura.

Nossa vida passa feito uma prostituta.
Responderemos processos pelos próximos preconceitos?
Haverá uma nova inquisição?

A liberdade de pensamento só é liberta quando somos escravos,

Não podemos passar o limite daquilo que está imposto,
E se paga o imposto de se viver fora da sintonia.

Quem sabe com a mudança das estações.

Quem sabe o trem para em um novo lugar.
Onde ar, água, terra e fogo vivam em harmonia.

E a música da banda não seja coisa do diabo,

E que o diabo esteja ocupado em buscar sua própria sintonia!
Graças a Deus!!!!



AMOR ETERNO



Acordando e realizando um novo diA,
Montando nos raios do sol que me aqueceraM,
Onde a brisa se envolve nas ondas do riO,
Renascendo da penumbra perdida no amanheceR.

Enfileirado pelas ideias que num canto se esquecE,
Ter novas esperanças como um novo MagnificaT,
Em busca de um salvador que ninguém mais entendE,
Rasgando as aparências para algo bem maioR,
Nas buscas infinitas pelo começar de um novo AeoN,
O tempo nos mostra e aponta que finito é o UniversO.


BELA FADA

Quando eu te conheci, dançando entre as flores do jardim,
Ao som da flauta de bambu, um sopro soando sem fim,
O balé das fadas sincronizando os raios solares,
As musas dançam valsa mágica com seus pares.

E você estava tão linda em seu traje de jasmim,
Saltitando entre meus olhos, pulsando dentro de mim,
Nos passos de outra dança, em que você apareceu,
Nos meus lábios pousou e num beijo se escondeu.

E o tempo passa onde há a eternidade,
A juventude já foi um dia minha idade,
Sinto saudade do seu bailado entre as flores,
Espalhado, sorrindo e dividindo as cores.

Mas a eternidade sempre sorri para a felicidade,
Quando o amor se confunde com a fidelidade,
Passar os momentos que ninguém jamais passou,
Relembrar histórias que o destino nos contou.

E assim foi um dia, na eternidade de sua companhia,
Que levo em meu peito no caminhar do dia,
O início desta história linda,
Esperando sempre, que seja minha bela fada ainda.

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