Íris Alves



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Que seja bem vinda essa necessidade...AMOR!
O corpo necessita
A alma suplica...

Teus lábios nos meus lábios
Sugando meu néctar
Aroma de AMOR
Doce sabor...

Que seja bem vinda essa necessidade...
Do corpo nu em evidências
De caricias incontidas
Do cheiro bom, que na pele fica.

Que seja bem vinda essa necessidade...
Do sussurrar da voz
Gemidos abafados...
Corpos grudados...

Ah, que seja bem vinda essa necessidade!
Que se encaixe nas minhas vontades
De um amor de verdade...

Sou normal

Simples mortal...





Aquele dia em que ela estava

Rodeada de pessoas...
Vozes altas e risadas.
Gestos ...
Olhares... 
Abraços...

Mas, 
A alma dela estava quieta
Solitária...
Procurava um canto
Pra esconder seu pranto...



Ontem a chuva me fez companhia

Hoje és tu, Lua!

Admiro-te agora

Iluminando a vasta imensidade

E dentro de mim renasce uma

Saudade...



ORAÇÃO

Hoje pela manhã bem cedinho
Resolvi falar com DEUS.
Encolhi-me num cantinho do quarto
Elevei minha voz ao alto.
-DEUS, não quero te questionar
Quem sou eu, pra tamanha ousadia?
Mas, o mundo anda cheio de amargura e dor
Onde foi parar o teu AMOR?
Os inimigos atingem os filhos teus
Ninguém acredita em milagres
Vão em buscas de coisas fáceis
Onde à visão contempla e mãos são palpáveis.
Ah! DEUS! 
O que diferencia um louco de um equilibrado?
Nesse mundo tão cheio de maldade?
Tempo esse que, deparamos
com loucos e insanos.
E me surpreendo com sábios e equilibrados
Fazendo toda sorte de loucura nesse mundo sem cura.
DEUS meu, 
quisera eu ficar aqui nesse cantinho.
Não abrir à porta e encarar o mundo.
Perdoa-me! Perdoa-me!
Sei que estás no comando da VIDA!
Guarda-me nesse dia
Pois em TI confio.
Abençoa nossa NAÇÃO
E nos dá TUA PROTEÇÃO...
Amém...Obrigada DEUS.



As Rosas é que são belas!
De suave perfume
Cor de carmim
Com seus espinhos, mas perfeita sim!
Quem dera ser uma Rosa bela!
Por vezes sou campo vasto...
De galhos secos e desertos abertos...
Aragem de ilusões
ventos, solidão e viagem sem fim...
Ah! Esse meu lado negro!
Escuro e hostil
Intolerante
Sem fragrância
Apenas vazio...
Quem dera!
Aquietar a minha alma
Silenciar os gritos
Que queima por dentro
Sem nenhum alivio;
Juntar os fragmentos
Que de mim se soltam
Clarear o breu
Vencer...
voar pelo amanhecer...
Ah! Quem dera!
Aquietar a minha alma
Adormecer...
E não me pertencer... 





Mania de escrever

✿ Palavras tecem à frente
Brincando na mente
Fazendo-me parar no tempo
Constantemente...
Às vezes fecho os olhos 
Buscando silencio pra alma...
Mas, as palavras alfinetam-me
Provocando minha mente inquieta
Então...
Sintoniza-as
Ouço o que elas querem falar
Rabisco no papel pra não deixar passar...
E minha mesa fica assim
Com papelzinho sorrindo pra mim! 





Dueto
PAIXÃO

Mas é isso;
A paixão em si não vale
É inútil se apaixonar.
Você pode até guardá-la no bolso, ou então jogá-la depois no lixo
Mas o que tiramos dela são os dias felizes
Os dias de muitos sorrisos e entusiasmos é o que custa
Mais vale alguma coisa que nos mantém ocupados sorrindo
Do que outra que nos deixa chorando
O que importa não é a paixão, e sim o que capturamos
O que submergimos. (M.M)

Mas é isso;
Essa paixão! Quase inútil...
Desafiadora
Que emerge...
Que ferve...
Que atiça os demônios da insensatez
Cegando o centro do entendimento
Sem esconder tal contentamento
do sorriso que brilha num instante qualquer...
Quem dera jogar a paixão no lixo
Parar essa sangria
Que no peito derrama
Em noites claras e vazias...(I.A)

Marcos Monark--------------------Iris Alves.

Obrigada pelo convite Marcos.

Direitos; Reservados






♥De repente
A gente sente falta
Das paixões e chamegos 
Que deixamos de lado...
A pele não mais arrepia
Não há ousadia
No corpo que inflama
Que aflora
Expondo à alma que chora...
De repente
A gente sente falta
Dos sorrisos bobos
Olhares brilhantes
No meio da noite...
Do bom dia
Com voz dengosa e macia
Um alô a qualquer hora
Das prosas e 
prosas...
De repente
A gente sente falta
Do quase tudo que agora é nada
Desejando voltar ao 
INICIO 
Enfrentar novamente os 
MEIOS
Sem medo da realidade do 
FIM...



♥ O vento gelado da manhã tocou-me à face
Desarrumou os cabelos
Monótona e perfeita satisfação
Em transitar imensamente calma no meio dessa correria.
Penso nos até breves da vida
Há breves que volta num instante qualquer
Há breves que se findam.
Haveremos de sucumbir aos breves que se findam?
Olho para o lado
Uma criança que sorrir e acena
Seu sorriso inocente clareia a manhã tão cinzenta e fria.
Esqueço dos breves que se findam
Nesse instante tudo vale à pena
Quando a alma não é pequena...

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